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Arquivo da categoria: 'Trilogia do Ronan'
[TUMBLR] Maggie Stiefvater responde perguntas.
15.Nov

No dia 14/11/2017, Maggie Stiefvater abriu a inbox em seu Tumblr e respondeu algumas questões dos fãs. Nossa equipe traduziu as perguntas e respostas de maior relevância – referente aos livros da autora. Confira abaixo:


prowlingthunder
Qual foi sua frase favorita (mais recente) de escrever?

Querida prowlingthunder,

Eu estou adorando quase todas frases que escrevi no livro do Ronan, mas aqui está uma recente e aleatória (e como todas frases de um trabalho em andamento, pode desaparecer, mudar ou explodir no resultado final do livro):

Havia um deus no prédio que ele havia acabado de deixar para trás, mas também havia outro selado nesse asfalto, brilhando friamente nos refletores entre as pistas, sussurrando em línguas por baixo do rugido do motor do carro.

sua,

Stiefvater


cara-rose-witch
A saga do Ronan realmente irá acontecer, e se sim, há alguma possibilidade de vermos a “gangsey” original nela?

Querida cara-rose-witch,

A saga do Ronan realmente irá acontecer e, embora tenha personagens da saga anterior, não será A Saga dos Corvos e a gangsey não irá aparecer da mesma forma. É muito centrado no Ronan, não tanto de uma forma de ponto de vista e mais como o nosso sistema solar que é centrado no sol.

Há também novos personagens que, esperançosamente, os leitores irão passar a amar ou odiar.

Sua,

Stiefvater


randamqueen
Como alguém nascida e criada na Irlanda, é tão incomum ver histórias que utilizam a nossa mitologia/cultura de um modo respeitoso e preciso! A Saga dos Corvos fez isso de uma forma tão boa, especialmente com o Ronan e sua família. Então, minha pergunta é: o que fez com que você ficasse interessada na mitologia irlandesa e galesa? 

Querida randamqueen,

Meus pais nos criaram como parte da confusa e inconstante diáspora céltica-americana – passei minha juventude em bares, tocando em bandas célticas, assistindo qualquer filme ou TV que fosse irlandês ou escocês que pudesse ver na BBC ou na biblioteca, lendo lendas célticas e bestsellers da época e clássicas fantasias escocesas. A América Celta não é com a Irlanda, Escócia ou o País de Galês. As culturas ficam enroladas e combinadas aqui, de uma maneira que, rapidamente, fica bombástica ou esquecida, mas também se congelam em uma linguagem bastante semelhante da original, que faz parecer nostálgico e melancólico viajar para a Irlanda ou Escócia.

Há muito mais disso nos livros do Ronan, particularmente, como seria viver em uma cultura muito estranha e dividida. Diáspora de qualquer tipo pode ser tanto empoderadora quanto solitária. Você é parte de um clube, mas um em que os membros mais legítimos não pertencem, realmente, a nenhuma terra. É uma pergunta sem uma boa resposta, e essas são coisas que eu gosto de escrever sobre.

sua,

Stiefvater


theongreujoy
Olá, boa tarde (bom, espero que seja de tarde e você ainda esteja lendo as perguntas, porque sou péssima com fuso horário). Eu estava pensando se você planeja tocar na hereditariedade irlandesa do Ronan na trilogia – no contexto do Niall ter crescido na Irlanda do Norte? Levando ele a encarar valores, ser irlandesa sempre foi uma coisa complicada para mim, já que há tantos nuances na situação e seria legar ver isso ser explorado mais em uma saga, onde há mais espaço para esse tipo de coisa.

Querida theongreujoy,

Quando eu estava escrevendo A Saga dos Corvos, eu escolhi Belfast para o Niall de propósito – meu foco em graduação foi em 1916 & 1969 – mas eu ainda não tenho certeza de quanto espaço irá tomar na saga. Tudo ainda está naquele lugar de grandes mudanças. A infância de Niall pode acabar como uma história reserva que nunca aparecerá no papel, ou pode me levar para lugares maiores.

sua,

Stiefvater


agriculture-lesbian
O que aconteceu com o cachorro do Adam que conhecemos no primeiro livro?

Querida agriculture-lesbian,

Muitas pessoas me perguntam sobre esse cachorro. O cachorro não era do Adam. Era um cachorro que mal vivia perto dele. Cachorro de um vizinho. Cachorro da porta ao lado. Você pode saber disso porque, se o cachorro fosse do Adam, eu teria dado um nome para ele e depois teria o colocado em uma situação de conflito para fazer os leitores chorarem e arrancarem os cabelos e torcerem para o melhor.

sua,

Stiefvater


giraffedragon-universe
Qual foi sua parte favorita escrevendo A Corrida de Escorpião?

Querida giraffedragon-universe,

Eu amo escrever sobre comida. Há uma parte onde eles estão em uma padaria que me fez muito feliz.

sua,

Stiefvater


insert-username-here712
Querida melhor autora. Estou pensando onde você conseguiu inspiração para escrever All The Crooked Saints. É um livro lindo e, definitivamente, vai para a minha lista de livro que eu absolutamente adoro, junto com A Saga dos Corvos. Você planeja escrever uma continuação?

Querida insert-username-here712,

Ora obrigada. É um livro único, por agora. Eu quero digitar “é um livro único com toda certeza”, mas toda vez que digo que algo é “com toda certeza” eu acabo parecendo uma idiota se mudo de ideia. Então, é um livro único por agora, do mesmo modo que A Corrida de Escorpião é um livro único por agora.

sua,

Stiefvater


fantasyteapot

Oi Maggie! Eu acabei de receber All The Crooked Saints como presente de aniversário hoje, e eu estou TÃO animada para finalmente começar, mas qual é a coisa que você espera que as pessoas levem com elas depois de ler a história?

Querida fantasyteapot,

Eu vi uma crítica, mais cedo, que diz que All the Crooked Saints era apenas meio romance, realmente era apenas um relato ficcional de como Stiefvater sentiu que deveríamos enfrentar a saúde mental. Eles não estão errados. Toda a coisa era para ser uma metáfora, extensa e divertida, sobre enfrentar nossa escuridão interior, pensando em quanto disso podemos fazer por conta própria, e  quanto podemos delegar para outros, e  quanto podemos fazer em um vazio, ou não.

Se fizer com que os leitores contemples essas perguntas por, ao menos, um segundo, eu sinto que fiz meu trabalho.

Também, há um parágrafo no livro sobre besouros destrutivos que me tomou um longo tempo para pesquisar, que não influencia em nada a história, mas eu estava muito investida na pesquisa para cortar fora.

Então, provavelmente, se lembre dessa parte também.

sua,

Stiefvater


hadal-sunlight

Eu tive o privilégio de conhecer você em uma turnê e você é como suas histórias – hilária, mística, impenitentemente autêntico, com um grande coração. Eu apenas gostaria de saber se você tem algum conselho para aqueles de nós que querem publicar algo? Como você conseguiu? Obrigada por existir!

Querida hadal-sunlight,

Ora, obrigada.

Eu sabia que eu queria ser uma escritora desde pequena. Não apenas uma escritora, mas uma autora comercial, com livros de brochura em lojas de aeroporto. Eu tive um sonho! Um sonho enorme! Um sonho grande, irracional e desabotoado, de conseguir chegar no top 100 bestsellers.

Mas eu também tinha uma grande linha do tempo para conquistar esse sonho: na minha cabeça, pensei que seria ótimo conseguir entrar na lista de bestseller com 50 anos, e então, talvez trabalhar meu caminho até puxar os calcanhares desses tipos Tom Clancy.

A diferença entre esses dois, o sonho e a expectativa do sonho, foi o que fez cada contratempo e rejeição não doer. Eram todos parte do plano, no final das contas. O plano: continuar trabalhando, ficando melhor, tentando, aprendendo, vivendo a maior e melhor vida que eu podia durante esse período e, eventualmente, com 50 anos, chegar ao sucesso.

O plano foi arruinado quando eu fui publicada antes disso, mas o sentimento nunca se apagou. Sonhe grande, mas estenda a linha do tempo para algo longo, e ame a jornada.

sua,

Stiefvater


Fonte: (x)
Tradução e adaptação: The Raven Cycle Brasil – não reproduza sem créditos, plágio é crime.



[LIVROS] Maggie conversa com La Nacion!
10.Out

Com o anúncio de que Maggie Stiefvater estará indo para a Argentina para a Feira do Livro (24 de abril e 14 de maio) em 2018, o La Nacion entrevistou a autora, falando sobre sua escrita, a trilogia dedicada a Ronan Lynch e a futura série de TV. Confira a entrevista traduzida abaixo:


Como ela mesmo confessa em sua rede social pessoal, não foi fácil, durante anos, manter um emprego por ser muito excêntrica. Costumava falar sozinha, as vezes era pega olhando para o nada e, como se isso fosse pouco, começou a aparecer em seu turno de trabalho em seu pijama. Coisas que, obviamente, não são muito bem vistas. Depois de refletir e pensar sobre seu futuro, aos 22 anos (nasceu em 18 de novembro de 1981), Maggie se convenceu e decidiu que a única maneira de ganhar na vida era como artista, dar corda a sua paixão pela música (toca piano, a gaita de fole e harpa celta), pelo desenho, pelas artes manuais e, obviamente, pela escrita. Com o tempo, conseguiu que tudo se encaixasse. De fato, ela mesmo compõe, toca a música e edita os trailers de seus livros.

A série de livros d’A Saga dos Corvos oferece uma mistura interessante de magia, folclore, mistério e suspense. Como surgiu a ideia de combinar todos esses elementos em apenas uma história?

Há muito tempo, recebi estes dois ótimos conselhos: escreva o livro que você deseja encontrar em sua biblioteca e, acima de tudo, escreva o que goste de ler. Quando eu era jovem, amava dois tipos muito diferentes de literatura. A fantasia cheia de mitologia e folclore me encantava, mas os suspenses de ritmo rápido também me fascinavam, os tipos de histórias que você compraria em um aeroporto. Querendo seguir esses conselhos, me perguntei o que seria necessário para criar uma série que juntasse esses dois gêneros tão diferentes. E me animei.

O que você gosta e mais se interessa em explorar do folclore e da mitologia?

O que eu adoro da mitologia é que, as vezes, faz com que as verdades pareçam ainda mais verdades: exclui todos os detalhes contemporâneos que podem atrapalhar o verdadeiro significado de uma história e os substitui com circunstancias mágicas que podem ser facilmente interpretadas por um estranho. O folclore e a mitologia servem como metáforas de valores, medos e interesses de uma sociedade. Como leitura, eu gosto de como a mitologia abre janelas para outras culturas. Como escritora, trabalho muito para conseguir criar minha própria mitologia e poder traze-la para os dias atuais.

Sem dúvidas a riqueza, a vida pessoal dos personagens da saga, são marcas que a diferenciam de outras histórias. O que te inspira?

Há muitos anos li um livro chamado “Someday this pain will be useful to you”* e a forma que eu penso e me relaciono com personagens dos livros mudou completamente. O personagem principal dessa história, James, era tão específico e tão bem delineado que, quando terminei o livro, eu senti falta dele, como se fosse uma pessoa real. Então eu pensei: esse é o objetivo. Criar pessoas que os leitores sintam falta quando terminarem os livros. Como o faço? Bem, tento equilibrar a previsibilidade, é importante para a tensão que o leitor consiga adivinhar como um personagem pensa e como responderá a qualquer situação apresentada. Os detalhes difusos, que são sem importância e não vão, necessariamente, contribuir para o trama, servem para passar a impressão de que você está lendo a descrição de uma pessoa que realmente existe em algum lugar. Podem ser tiques vocais, ou simplesmente hábitos como o de pressionar e morder os lábios; ou um passatempo que não tem nada a ver com a história. O único problema com isso é que demanda um monte de palavras e muito tempo, e temo que nunca vou ser rápida o bastante. Cada livro é uma jornada tranquila, tortuosa e estranha.


Blue Sargent, um dos personagens da história, é uma feminista clara. Em teus livros sempre há uma referência clara do que significa ser mulher.

Em todos meus livros há algo que esboce muito o que significa ser mulher neste mundo. As vezes é através de uma personagem como Blue, que é feroz e imperfeita e cresce em seu próprio feminismo. E, as vezes, é através de uma personagem como Puck, que através de sua maneira desprevenida, desafia a cultura predominantemente masculina em sua ilhar, e outras vezes, é através de uma personagem como Isabel, que caminha violentamente pelo mundo com impressões de leopardo. Ser mulher é complicado. Eu sei que nunca ficarei sem ter o que dizer a respeito disso.

La saga completa
O que você pode nos contar sobre a série de TV inspirada n’A Saga dos Corvos?

Temos um grande produtor,  Michael London de Groundswell, que está totalmente envolvido no projeto.

Como você imagina a adaptação? Você irá participar da escrita dos roteiros?

Por hora, tudo é um segredo. Muito secreto.


Muitos especulam que Ronan Lynch, um dos personagens da saga, terá sua própria história. É isso mesmo?

Nesse momento estou trabalhando na história do Ronan, será uma trilogia e estou aproveitando cada minuto dela. Ninguém sabe nada a respeito, nem o meu editor. E eu adoro isso.

A tua paixão pela música, carros, pinturas… isso ganha vida na tua escrita e colore a história e os personagens que você imagina de um jeito diferente..

Eu acredito que sou apenas uma pessoa muito curiosa, muito faminta. Não quero deixar essa vida e pensar: que pena que não fiz tal coisa. Se algo me interessa, quero investir por completo. E se é algo que eu posso provar de uma maneira prática, é ainda melhor.


* Someday this pain will be useful to you: Um dia essa dor será útil, em português, livro de Peter Cameron (x).
Fonte: (x)
Tradução e adaptação: Juliana Piazza – não reproduza sem os devidos créditos, plágio é crime.



[TWITTER] Maggie continua trabalhando na Trilogia do Ronan.
06.Out

Como se Maggie Stiefvater não pudesse deixar seus fãs mais ansiosos para o livro focado no fã-favorito Ronan Lynch, hoje (05/10) a autora fez uma postagem em seu twitter oficial dizendo que conseguiu “escrever e finalizar um monte de palavras graças a um voo calmo”. Acrescentando essa foto ao tweet:

Parece que veremos muito do Adam e corvos nessa nova trilogia! Mais detalhes sobre você encontrará aqui.


O que é a trilogia do Ronan? Clique aqui e descubra.



[TWITTER] Trilogia do Ronan em progresso.
08.Set

Maggie atualizou seu twitter com uma foto onde podemos ver um trecho do primeiro livro da trilogia do Ronan, com a seguinte legenda:

“Status: trabalhando no livro do Ronan no aeroporto de St. Louis enquanto espero pela minha carona.”

 


Fonte: Twitter



[TWITTER] Maggie Stiefvater posta trecho sobre a trilogia de Ronan Lynch.
08.Set

Que um dos personagens mais queridos da Saga dos Corvos irá ganhar uma trilogia especialmente para ele nós já sabemos e estamos todos ansiosos para ter os livros em mãos. Para aumentar essa ansiedade, Maggie postou hoje em seu twitter um pequeno trecho, avisando a todos o primeiro livro já está em produção.

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Confira a tradução não oficial do trecho abaixo:

(…) do celular de Unwin. Jovem. Dezenove, talvez vinte. Iriam pedir seu documento de identificação. Ele era lindo, mas do mesmo modo que seria um fluxo de lava ou uma hiena matando uma jovem gazela. Talvez lindo era a palavra errada. Talvez impressionante ou mortal fossem palavras mais precisas, embora elas também parecessem erradas. Ele parecia estar com raiva de ser fotografado, ou talvez estivesse com raiva por estar usando uma gravata.

Lynch era o seu nome, e combinava com ele. Sua boca estava formada como se ele tivesse acabado de dizer isso.


Tradução: Juliana Piazza – não reproduza sem créditos, plágio é crime.



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